CORANTE NATURAL E PRODUÇÃO LOCAL

Patrícia Muniz dos Santos Silva, Rayana Santiago de Queiroz, Ticiane Rossi, Maurício de Campos Araújo

Resumo


Dos impactos gerados pela indústria têxtil vêm emergindo discussões quanto a alguns processos e produtos utilizados na cadeia têxtil e abrindo novas perspectivas de atuação para os designers. Devido aos efluentes tóxicos gerados por certos corantes sintéticos, os corantes naturais estão sendo cada vez comtemplados como alternativa para o tingimento têxtil. Contudo, os corantes naturais, para serem considerados socialmente e ambientalmente adequados, devem ser pensados dentro de lógicas distintas das que propõe o sistema de consumo e produção de moda vigente. Nesta perspectiva, este trabalho tem como objetivo discutir formas de aplicação de corantes naturais no Brasil dentro de um cenário viável, destacando meios alternativos de produção e consumo e fornecimento desses corantes para a indústria. Essa discussão se deu por meio de uma revisão de literatura, com foco principal no design. A produção local, sob a concepção do slow fashion, mostrou-se um caminho viável para a consolidação do uso desses corantes.


Texto completo:

PDF

Referências


#FEITONOBRASIL. O que é o movimento #FeitoNoBrasil? Disponível em: . Acesso em: 09 abr. 2017.

ALTIERI, M. A.; TOLEDO, V. M. The agroecological revolution in Latin America: rescuing nature, ensuring food sovereignty and empowering peasants. Journal of Peasant Studies, v. 38, n. 3, p. 587–612, jul. 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO. Indústria têxtil e de confecção brasileira: cenários, desafios, perspectivas, demandas. Brasília: Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, 2013.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO. Setor têxtil e de confecção aponta sinais positivos para 2017. Disponível em: < http://www.abit.org.br/noticias/setor-textil-e-de-confeccao-aponta-sinais-positivos-para-2017>. Acesso em: 09 abr. 2017.

BERLIM, L. Moda e sustentabilidade: uma reflexão necessária. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2012.

COSTA, A. C. R. DA; ROCHA, É. R. P. DA. Panorama da cadeia produtiva têxtil e de confecções e a questão da inovação. BNDES Setorial, n. 29, p. 159–202, 2009.

FLETCHER, K. Slow fashion: an invitation for systems change. Fashion Practice, v. 2, n. 2, p. 259–266, 2010.

FLETCHER, K.; GROSE, L. Moda e sustentabilidade: design para mudança. São Paulo: Senac, 2011.

INSTITUTO DE ESTUDOS E MARKETING INDUSTRIAL. Press Release: IEMI lança Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira. Disponível em: . Acesso em: 28 dez. 2016.

JUSTA TRAMA. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2016.

MIJIN, D.; JUGURDZIJA, M.; JOVANCIC, P. Photocatalytic degradation of synthetic dye under sunlight. Hemijska Industrija, v. 61, n. 1, p. 7–12, 2007.

MUSSAK, R.; BECHTOLD, T. Natural colorants in textile dyeing. In: BECHTOLD, T.; MUSSAK, R. (Eds.). Handbook of natural colorants. Chichester: John Wiley and Sons, 2009.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: . Acesso em: 24 jul. 2016.

PAPANEK, V. Arquitetura e design. Ecologia e ética. Lisboa: Edições 70, 1995.

PAPANEK, V. Design for the real world: human ecology and social change. Chicago: Academy Chicago Publishers, 2009.

POSEY, D. A. Manejo da floresta secundária, capoeiras, campos e cerrados (Kayapó). In: RIBEIRO, B. G. (Org.). Suma etnológica brasileira: etnobiologia. Petrópolis: Vozes, 1987. v. 1.

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS. Economia local dinâmica, criativa e sustentável. In: Guia GPS: Gestão Pública Sustentável. Programa Cidades Sustentáveis, 2013. Disponível em: . Acesso em: 09 abr. 2017.

ROSSI, T. et al. Waste from eucalyptus wood steaming as a natural dye source for textile fibers. Journal of Cleaner Production, v. 143, p. 303–310, fev. 2017.

SHAHID, M.; SHAHID-UL-ISLAM; MOHAMMAD, F. Recent advancements in natural dye applications: a review. Journal of Cleaner Production, v. 53, p. 310–331, 2013.

SINGER, P. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.